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O QUE EU DEVO SABER SOBRE TERROR NOTURNO

O Brasil é um país que sofre muito com a insônia. Cerca de de 70 milhões de pessoas que sofrem com o problema no país, segundo a Associação Brasileira do Sono.

No entanto existe um outro terror associado ao sono, um terror tão ruim quanto a insônia, um terror que vai além do que qualquer vilão de filmes desse gênero já pôde ir.

Estamos falando de terror noturno, uma parassonia (distúrbio do sono), que pode afetar muito a qualidade de vida de uma pessoa por interromper um bom período de sono… e, nesse caso, de maneira assustadora.

Da mesma forma que no sonambulismo, o terror noturno geralmente acontece entre crianças de 5 a 13 anos. Porém esse distúrbio também pode ser apresentado em adultos, eventualmente.

Normalmente, esses episódios de terror noturno duram pouco tempo, de alguns segundos até poucos minutos, mas acredite: ele é ainda pior que o sonambulismo.

No caso do sonambulismo, a pessoa somente anda pela casa e pratica hábitos rotineiros que está acostumado a fazer durante o dia. Já no terror noturno, a pessoa comprova que o distúrbio não leva esse nome à toa.

Na maioria dos casos que apresentaram esse distúrbio, as crianças literalmente tocam o terror: entre gritos e esperneios, correria pela casa e choro inconsolável.

E o pior: tudo isso, dormindo!

Agora, pense e reflita… o que você faria se encontrasse seu filho no meio da noite em seu quarto chorando desesperado e gritando loucamente?

De início, você até pensaria que poderia ter sido um simples pesadelo. No entanto, a cena muda drasticamente quando você percebe que ele continua dormindo.

O terror noturno é diferente do pesadelo, que só acontece nas últimas horas do sono.

O pesadelo faz com que a criança acorde e normalmente lembre sobre o que estava sonhando.

A pessoa que sofre de terror noturno, além de não ter a lembrança do que aconteceu (assim como no sonambulismo), ainda costuma apavorar à todos os membros da família.

Na verdade, sendo bem realista, o susto é bem maior em quem mora junto do que na própria criança, já que ela mesmo não se lembra de nada do que aconteceu nesse período.

É de preocupar qualquer pai e mãe, não?

Sendo assim, acompanhe esse texto até o final. Faremos aqui um apanhado sobre o que é esse distúrbio do sono, suas causas e tratamentos.

Se você se preocupa com seu filho e deseja prevenir ou mesmo ajudá-lo caso um dia passe por essa situação, você precisa ler esse texto!

E, não pense que ele está direcionado somente ao público infantil, que sofre com esse distúrbio.

Como eu disse, adultos não estão livres do terror noturno. E, neste caso, pode ser ainda mais grave.

Adultos com terror noturno têm mais tendência a serem agressivos durante os episódios em que o problema aparece.

E, ao contrário das crianças, os adultos podem lembrar-se de fragmentos do terror noturno, pequenas partes do que aconteceu durante esses períodos.

Vale lembrar que todos esses sintomas acontecem nas primeiras horas do sono, independente se adulto ou criança.

Então, para se informar melhor e descobrir mais sobre o terror noturno, continue a leitura.

Mais sobre o terror noturno

terror noturno

O terror noturno é coisa séria, não se trata apenas de um susto no meio da noite.

O distúrbio pode ser encontrado na Classificação Internacional de Doenças (CID-10) através do código F51.4.

Como já foi mencionado, ele é um tipo de parassonia (distúrbio do sono), bem semelhante ao sonambulismo, porém com agravantes.

Mas que agravantes seriam esses?

Bom, durante os episódios em que o distúrbio se manifesta, o paciente se contorce na cama, grita e chora. E não estamos falando de um choro qualquer. Mas de um choro incontrolável.

No dia seguinte, parece que nada aconteceu e o paciente não se recorda de nada (se for criança).

Para piorar a situação, não há nada que pais, parentes ou qualquer outra pessoa de fora possa fazer durante esses “ataques”. Pelo menos, nada que venha acabar com a “tortura”, somente minimizá-la.

O terror noturno é literalmente um terror para as famílias que o enfrentam.

As crianças gemem, enquanto a expressão de pavor no rosto, desespera quem vê.

Ela se contorce na cama, senta, grita, chora, abre os olhos, chora mais alto, isso quando não levanta e sai correndo pela casa.

Isso acontece porque pacientes com essa e outras parassonias, como na paralisia do sono, por exemplo, são acometidos por visões.

Pasmem, relatos de alguns pacientes afirmam ter visto animais e outros seres, mesmo não existentes, durante os episódios.

Claro, essas visões não são reais. Não, seu filho não está louco. Tudo é causado pelo problema através de seus sintomas.

No entanto, após essa enxurrada de informações que parecem preocupantes, você não precisa se preocupar demais: essa parassonia não traz muitas complicações e é praticamente inofensiva.

Não se sabe ainda sua causa, há somente deduções que apresentaremos mais à frente no texto.

No entanto, sabe-se que ela não é uma doença moderna. Civilizações antigas já relatavam casos da doença que aflige a humanidade desde a Grécia antiga.

Comumente, assim como no sonambulismo nas crianças, os episódios de terror noturno tendem a desaparecer à medida em que elas vão crescendo e amadurecendo.

Mas, ainda é preciso alguns tipos de cuidado durante os episódios.

Trate um paciente com terror noturno como um sonâmbulo. Se necessário, procure um especialista do sono. Ele encaminhará o paciente a um tratamento adequado.

Em casa, tome as mesmas precauções que citamos nos textos sobre sonambulismo, leia mai tarde clicando aqui. Retire do quarto objetos que fiquem caminho, guarde itens pontiagudos ou que possam causar qualquer ferimento.

Sintomas comuns e causas prováveis para o terror noturno

Como mencionamos anteriormente, a causa específica que gera o terror noturno é desconhecida.

No entanto, acredita-se que esteja ligada a um estímulo exagerado no sistema nervoso central durante o sono.

O que explica, em parte, porque afeta tanto as crianças, pois as suas células nervosas ainda não estão maduras.

Apresentarei alguns fatores a seguir que também podem estar relacionados ao distúrbio. Veja:

    • Privação de sono;

 

    • Cansaço extremo;

 

    • Estresse;

 

    • Febre (em crianças);

 

    • Dormir em lugares que não são familiares;

 

    • Presença de luzes ou barulhos;

 

    • Histórico familiar de terror noturno ou sonambulismo;

 

    • Distúrbios respiratórios do sono, como a apneia obstrutiva do sono;

 

    • Síndrome das pernas inquietas;

 

    • Enxaqueca;

 

    • Traumas na cabeça e;

 

  • Uso de determinados medicamentos;

Enquanto que, dentre ações do paciente durante um episódio de terror noturno, as mais comuns relacionadas costumam ser:

    • Sentar-se na cama;

 

    • Gritar;

 

    • Ter uma expressão facial de medo intenso;

 

    • Chutar ou se debater;

 

    • Apresentar sudorese;

 

    • Ser difícil para acordar e, se acordar, ficar confusa;

 

    • Apresentar uma respiração anormal e batimento cardíaco acelerado;

 

    • Chorar inconsolavelmente;

 

    • Ficar com os olhos bem abertos e olhar fixo;

 

    • Levantar da cama e correr dentro ou ao redor da casa;

 

  • Ficar agressivo (mais comum em adultos).

Diagnóstico de Terror noturno e tratamento

terror noturno

Não é de hoje que se fala que crianças, dependendo do seu estilo de vida, podem apresentar mais problemas para dormir do que adultos.

O diagnóstico, obviamente, deve ser feito por um médico que entenda do assunto, um especialista.

Normalmente o terror noturno é diagnosticado pelo médico através da descrição dos eventos passados pelo paciente.

Para ter mais clareza sobre o distúrbio, o médico ainda pode exigir que o paciente faça um exame físico ou psicológico.

Somente desta forma ele conseguirá identificar as condições mais prováveis que podem estar contribuindo para os episódios de terror noturno acontecerem.

Se o diagnóstico não for claro e ele suspeitar de problemas respiratórios durante o sono, o médico pode solicitar um exame de estudo do sono (polissonografia).

Enquanto que, no que diz respeito ao tratamento, a resposta é bem simples: não há tratamento.

Salvo se os episódios de terror noturno forem ocasionados por outras condições de saúde, por exemplo, apneia do sono, refluxo ou estresse.

Nesses e alguns outros casos, o tratamento dependerá daquilo que está ocasionando ou colaborando com o problema.

Caso a criança fique muito violenta ou corra o risco de se machucar, pode ser indicado o uso de alguns medicamentos, como os benzodiazepínicos.

Eles devem ser ingeridos antes dela deitar, o uso precisa cumprir o prazo de três a seis semanas.

Também é importante que a pessoa siga uma regularidade nos horários de dormir e despertar, além de deixar o quarto desobstruído e portas e janelas firmemente trancadas.

Somente agindo dessa forma tanto você quanto seu parente que está passando por este problema conseguirão dormir uma noite de sono inteira e tranquila.

Se você quiser mais dicas para dormir melhor, outros artigos que poderão te ajudar.

Qual a melhor maneira de prevenir o terror noturno?

Primeiro é preciso saber que, por mais que o terror noturno seja um distúrbio do sono, ele não é uma insônia, propriamente dita.

Logo, ações para prevenir um distúrbio, não necessariamente servirá para o outro.

Tendo isso em mente, siga as seguintes orientações:

    1. Não deixe que a criança fique muito estressada e, quando ela tiver que passar por momentos estressantes ou de mudança, converse com ela, acalme-a;

 

    1. Estabeleça uma rotina antes de deitar para que ela relaxe, assim como horários para dormir e acordar;

 

    1. Certifique-se que o seu filho está descansando o suficiente, se preciso monitore o sono dele;

 

  1. Evite que ele não descanse o suficiente, o que facilita o aparecimento do terror noturno. Por exemplo, ficar acordado até tarde tendo que acordar cedo no dia seguinte.

Fatores de risco do terror noturno

Existem sim alguns fatores de risco para o desenvolvimento de terror noturno, e talvez o maior deles pode estar em você, pai ou mãe.

Crianças, ou mesmo adultos que se encontram no quadro de terror noturno costumam ter familiares com histórico de sonambulismo, ou do próprio terror noturno, durante infância.

Adultos, no entanto, possuem um agravante.

O terror noturno em adultos costuma ser visto por pacientes que apresentam um histórico de depressão ou de ansiedade, quase como uma “venda-casada”.

Por incrível que pareça, mesmo diante de todo este quadro, pacientes que apresentam terror noturno não costumam ter problemas mentais.

Um fato curioso, já que as constantes visões durante os episódios são muito comuns e poderiam gerar esse “rótulo” nesses pacientes.

Previna o  terror noturno e melhore sua qualidade de vida cuidado melhor da saúde sono

terror noturno

O terror noturno é um distúrbio do sono que ocorre principalmente em crianças, mas também pode acometer os adultos em alguns casos.

Durante episódios de terror noturno, a criança apresenta um comportamento de pânico e medo, mas sem estar consciente do que está acontecendo. Na verdade, ela nem mesmo se lembra do que aconteceu, quando acordar de fato.

Nesse sentido, o terror noturno é muito semelhante ao sonambulismo, porém o comportamento apresentado é mais agitado.

No caso dos episódios em adultos, a pessoa pode até mesmo ficar agressiva. E além disso, a pessoa pode até mesmo ter memórias do que fez no episódio em que sofreu de terror noturno.

Não há cura para esse distúrbio, nem mesmo um tratamento específico.

No caso das crianças, o distúrbio costuma desaparecer com o tempo, pois o distúrbio acontece com maior frequência nelas por conta das células nervosas que ainda não se tornaram totalmente maduras.

Com adultos, é mais raro de acontecer. Mas se manifestarem-se episódios recorrentes, é necessário adotar hábitos e rotinas que beneficiem o sono. E claro, deve-se procurar um especialista em sono.

O amparo de um profissional da saúde, nos casos mais preocupantes, é sempre essencial.

Então, se este artigo foi útil para você, se trouxe um conhecimento relevante sobre o sono e como ele é importante para a qualidade de vida de alguém, não pare por aqui. Vá além dessa leitura.

Compartilhe esse artigo com seus amigos e familiares nas redes sociais, porque isso pode ajudar outras pessoas que também vivem esse problema.

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